IMPORTANTE PARA A SAÚDE

Análises da Vigilância Sanitária mostram que, além de sangue, saliva também costuma ser achada em bisnagas do produto. “Com saches isso já não acontece porque se o consumidor pega um sache e vê que está com problema pede logo outro”.

O uso de bisnagas é desaconselhado pela Vigilância Sanitária (Arte)

No início da década de 80, no auge da descoberta do vírus HIV no Brasil, circularam muitas histórias de que soropositivos se cortavam e inseriam sangue contaminado em bisnagas de catchup. O que parecia um “causo” inventado para assustar frequentadores de lanchonetes, foi confirmado na cidade de Manaus.

A informação é do chefe do Departamento Vigilância Sanitária em Manaus (DVisa), Varcily Barroso – que já atuava na área naquela década – que confirma que catchup com sangue contaminado foi encontrado na capital amazonense. “Lá naquela época, anos 80, registramos um caso”, diz Barroso.
Recentemente não foram mais encontrados registros de HIV no produto, mas análises da DVisa têm mostrado constantemente alterações na composição de catchup, maionese e mostarda que, apesar da proibição, ainda são armazenados em bisnagas –  aqueles vasilhames plásticos pontiagudos que expulsam o produto ao serem pressionados. Saliva é um dos contaminantes mais comuns encontrados nos produtos com composição alterada.
“A armazenagem neste tipo de embalagem é desaconselhada por órgãos sanitários de todo o País mas ainda é bastante utilizada em lanchonetes e por vendedores ambulantes. O velho costume também está nas geladeiras de muita gente. “Muitas vezes não podemos nem responsabilizar os donos dos estabelecimentos pela contaminação porque há casos em que um cliente mal intencionado ou até mesmo um funcionário do lanche chateado com o patrão podem proporcionar alteração da mistura”, disse Barroso.

Alternativa
O dirigente explica que as bisnagas facilitam o manuseio e a alteração. “Com saches isso já não acontece porque se o consumidor pega um sache e vê que está com problema pede logo outro”, observa Varcily. Muitos clientes ainda relutam em usar o sache por acharem complicado o processo de abertura, mas é justamente a perfeita vedação da embalagem que impede contaminações comuns nas bisnagas.

O estabelecimento que insiste em oferecer maionese, catchup, mostarda ou qualquer outro molho como o de pimenta, em bisnaga, está passível de punição. A legislação sanitária prevê aplicação de multa que pode variar de uma a 200 UFM (Unidade Fiscal de Manaus), aproximadamente R$ 12 mil. Em caso de reincidência, o valor da multa pode dobrar e o estabelecimento ser interditado. O proprietário também corre o risco de ter as licenças suspensas.

Colaboração Marlise

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Sobre unidadenoespirito

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