POEMAS DO ROGER

O amigo, a casa e o quarto

Certa vez conheci um amigo

Muito companheiro e legal.

Queria ir à minha casa comigo

Onde moro no bairro Ideal.

Eu não quis que ele entrasse.

Pedi para que na área ficasse.

Disse ele: “Tu quer que eu fique aqui fora?”

“Tu não sabe o calor que faz nessa hora!”

Ele era educado até bastante,

Mas falei: “Fique ai fora por um instante!”

Tocava a campainha com muito respeito,

E eu replicava: “Não entre, espere um momento!”

O tempo foi passando

E certa ocasião deixei o entrar.

No início foi um espanto

Quando o vi à bagunça vislumbrar.

“Não fique assim!” Ele falou.

“Quero ver se posso ajudar!”

E a desordem que ele olhou

Quando notei já estava a arrumar.

Com os anos confiança fui tendo

Ao na minha casa ele frequentar,

E assim fui eu percebendo

Que tinha um amigo de se admirar.

Porem certos quartos bem forte tranquei,

Aonde disse ele: “Ali eu ainda não entrei!”

Cheguei a lacrar, e com duro gesso

Naquilo que ele falava: “Aqui eu não conheço!”

“Por favor, aqui não entre!”

Disse eu a me explicar.

E tive um frio no ventre

Achando que ele ia lá entrar.

Mas ele falou: “Só vou se tu deixar!”

Então comecei a me acalmar.

No entanto, estava eu a meditar

Que um dia o quarto teria que arrumar.

Havia coisa suja, feia e ruim.

“Será que ele continuará sendo amigo de mim?”

Mas não adiantava só vir e limpar.

Pra ficar perfeito ele teria que para cá se mudar.

E se não fosse assim um dia a imundícia ia retornar.

Daí mesmo bem feio eu ia me danar.

Abrindo a porta mostrei a sujeira.

Imunda e cruel, uma nojeira.

Fiquei temendo ele me contestar,

Mas ele sorriu para mim e tomou o meu lugar

Naquilo que muitos anos eu estive a sujar.

Por fim só restava para mim aceitar.

Então vendo o acontecido chorei,

Pois meu amigo tinha um Espírito de um Rei.

E olhando via ele se sacrificar

Em algo que não era sua culpa limpar.

E gritei alto: “Mas eu não mereço!”

Respondeu ele: “Já paguei o preço!”

Finalmente com alegria o recebi

Sabendo que ele não iria se importar.

Então pro amigo as portas abri,

Ao na minha casa ele eternamente morar.

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Sobre unidadenoespirito

homem de 46 a 55 anos região sul Brasil
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3 respostas para POEMAS DO ROGER

  1. Lacks disse:

    … lendo distraído começei a notar que é de um testemunho que isso deve se tratar,
    ou será apenas uma predisposição do meu modo diferente de olhar ?!

  2. Sim, ele está falando do relacionamento espiritual dele. Inclusive ele queria fazer uma explicação deste poema. Achei melhor assim, pois fica a critério de cada um o que pensar. Valeu Lacks, ABÇ.

  3. Este amigo, que muitos não deixam entrar em suas casas, ou seja, em suas vidas é Jesus. Mas quando deixam, ele as limpam, as purificam e as santificam.

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