Os perfis nas redes sociais

Artigo de Roger

FACEBOOK – O livro de faces ou a face do livro?

O que podemos dizer a respeito do Facebook? Ele pode ser um livro de faces que possuímos, ou representa apenas a face do livro que julgamos ser? É necessário mencionar que não somos obrigados (e nem devemos fazer isto) a expor a totalidade de nosso ser nas redes sociais, até porque, é um ambiente em que se não tomarmos as devidas precauções corremos o risco de sermos prejudicados e, até mesmo, sermos tentados a usar estas ferramentas com as motivações erradas tirando indevidamente algum proveito e podendo, dessa forma, conscientemente ou inconscientemente, prejudicar outros indivíduos que têm seus perfis nas redes. Relativo a isto, e a tantos outros aspectos relevantes ao assunto, destacam-se três tipos de grupos em que se inserem as pessoas que possuem perfil nas redes sociais (Facebook, Orkut, twitter etc.). Não significa que não existam outros grupos, mas a grande parte dos indivíduos se enquadra nestas características. Os três tipos são:

1 – O indivíduo que é o que é;

2 – O indivíduo que é o que gostaria de ser; e

3 – O indivíduo que é o que não é.

1 – O indivíduo que é o que é – Esta pessoa é aquela que realmente, dentro das devidas proporções, procura ser aquilo que é. Não significa que ela ira se expor, seus defeitos e fraquezas, a desconhecidos, mas ela ira transparecer um resumo sincero ao seu núcleo de amigos na referente rede em que participa. O risco que esse indivíduo corre é que ele poderá, indevidamente, ser sincero de mais em ocasiões desnecessárias, e isto pode ser até mal compreendido, causando algumas possíveis magoas e manchando a imagem dele mesmo. Outros indivíduos podem agir com má fé com esta pessoa. Devemos levar em consideração que, por exemplo, se escrevemos apenas uma determinada frase esta pode ser interpretada de várias maneiras. Ser sincero ao extremo as vezes custa caro. Sincero sim, mas imprudente não. Um time de futebol nunca revela todas as suas formas de jogar ao adversário.

2 – O indivíduo que é o que gostaria de ser – Não acreditamos, mas boa parte de nós se enquadra neste grupo. Vejamos bem. Muitos de nós criamos um perfil numa rede social fundamentados nesta motivação, isto é, procuramos ser na internet o que não somos na vida real. A maioria das pessoas que se enquadram nesta característica acreditam que estão sendo verdadeiras e sinceras, e até certo ponto estão, porem não percebem a sutileza da situação em que se encontram. Procuram postar suas melhores fotos, nas melhores poses que estas conseguem ficar diante de uma câmera. Dão uma pequena mexidinha no tom de luz com o auxilio do Photoshop (Nada de errado com isto né?). Comentam só as coisas boas a respeito de si. Têm coragem de fazer o que não fazem no mundo real. O individuo aqui não cria um falso nome, de um atleta, por exemplo, nem coloca fotos de outra pessoa. Ele é o que é, mas superestima o que gostaria de ser, criando assim uma expectativa presunçosa a respeito de si. Afinal de contas, todos nos temos instigados o desejo de sermos aceitos, de se relacionarmos, e se não temos êxito no mundo real, buscamos outras formas para suprirmos nossas carências. O problema que isto acarreta é que nunca conheceremos quem a pessoa realmente é pela rede. Somente um relacionamento pessoal, diante de provas e dificuldades que só se encontram em um mundo real e não virtual, revelará quem realmente somos.

3 – O individuo que é o que não é – Estas pessoas são aquelas que se aproveitam desta ferramenta para agir com má fé. Conscientemente sabem que aquilo que fazem não é certo e ético. Algumas usam o mesmo nome e fotos, mas dizem algumas mentiras para tirarem algum proveito, por exemplo: determinado rapaz que esta afim de conquistar alguma garota pela internet. Até ai, tudo bem, a sociedade tolera isto. O extremo disto ocorre quando as pessoas fazem uso das redes para prejudicar outras. Muitas vezes chega até nós noticias de casos de sequestros, estupros e estelionatos que foram facilitados com o uso das redes sociais. Neste exato momento pode haver alguém observando nosso perfil buscando informações para conseguir algum “lucro” através disso. Deve-se dizer também que há pessoas que se encontram entre este grupo e o anteriormente mencionado, isto é, procuram ser o que gostariam de ser chegando ao ponto de não serem o que são. Por exemplo: Uma moça que posta “ótimas” fotos e menciona “super” qualidades ao seu respeito irá chamar a atenção de qualquer rapaz, mas ao conhecer ela este pode se decepcionar com a realidade.

Facebook? Um livro de faces ou a face do livro? Lembremos de um velho ditado. “Não se pode julgar um livro pela capa (face)”. Assim também não podemos julgar uma pessoa pelo seu perfil na rede.

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Sobre unidadenoespirito

homem de 46 a 55 anos região sul Brasil
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2 respostas para Os perfis nas redes sociais

  1. Pingback: O que buscamos na internet? | Unidade no Espirito's Blog

  2. Roger disse:

    Vou cobrar os direitos autorais. Brincadeira.

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